06 março 2026
06 mar. 2026

O Jubileu Dehoniano chega a Quito, terra de missão e de esperança

O Jubileu Dehoniano chega a Quito, terra de missão e de esperança
O Jubileu Dehoniano (2024-2028) continua a sua viagem através dos lugares mais significativos da história missionária da Congregação. Após as celebrações em Bruxelas e Saint-Quentin, será em Quito, no Equador, de 09 a 14 de março, que se celebrará a segunda fase do centenário da morte do Padre Dehon e do 150º aniversário da Congregação.
por  Alejandro Burbano, SCJ
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Para entrar já no espírito da celebração desta segunda fase do Jubileu Dehoniano, sob o signo do compromisso missionário, o P. Benjamín Ramos, SCJ, Superior do distrito do Equador, partilha nesta entrevista o significado deste momento para a Congregação, bem como os detalhes da preparação e do desenrolar deste encontro jubilar.

Benjamín Ramos, estamos a poucos dias de viver o Jubileu Dehoniano. Por que razão este evento é importante para a Congregação e para o Distrito do Equador?

Benjamín Ramos: Para a Congregação, é um evento crucial porque, se olharmos para a história, devemos recordar que o Equador foi a primeiríssima missão fora da Europa. Os primeiros missionários enviados pelo P. Dehon para fora do continente europeu chegaram precisamente aqui. De certa forma, a dimensão missionária da Congregação nasceu nesta terra equatoriana. É por isso que este encontro tem um alcance tão especial. Para o nosso Distrito, que é jovem e pequeno, este Jubileu é também um incentivo para reforçar a dimensão missionária a partir do nosso carisma. Recorda-nos a importância de sair de nós mesmos. Como diz o Papa Francisco, ele quer uma “Igreja em saída”; e a nossa Congregação também quer ser uma Congregação em saída.

Como é que o Equador se preparou para levar a cabo este grande evento?

Desde boa parte do ano de 2025 e ao longo deste início de 2026, organizámo-nos a muitos níveis. Todos os religiosos participaram na preparação, formando diferentes comissões de trabalho. Assumimos este desafio com muito entusiasmo e alegria, mas também com algum receio, pois é, sem dúvida, o maior encontro que organizamos como Distrito. Somos uma realidade pequena, sem grandes infraestruturas nem recursos massivos, mas temos muito fervor. Estamos também muito gratos porque muitos setores da Congregação quiseram envolver-se e estar presentes.

O Jubileu já começou com celebrações em Bruxelas e Saint-Quentin. O que significa a etapa de Quito?

Agora é a vez de Quito. É um momento para refletir e renovar a dimensão missionária da nossa Congregação dentro da nossa espiritualidade. Esta dimensão é um dos pilares fundamentais da nossa identidade. Esperamos que este encontro encoraje também outros confrades a virem partilhar a missão aqui, no Equador.

Entre as atividades previstas, que momentos destacaria particularmente?

Há muitas atividades, mas creio que um dos momentos fortes será o das conferências e reflexões (espirituais, teológicas e pastorais). Outro momento chave será o encontro de jovens. Será um espaço de alegria, especialmente durante a vigília de oração criativa que estamos a preparar. Haverá também atividades culturais para descobrir a beleza de Quito e a riqueza histórica deste país de acolhimento.

Que entidades da Congregação são esperadas para este encontro?

Hoje mesmo chegou uma parte da delegação da Província do Brasil Meridional. Estão também a chegar religiosos de outras províncias do Brasil, dos Estados Unidos, do Canadá e de entidades da Ásia. Esperamos também uma delegação numerosa do Chile. No entanto, houve dificuldades com os vistos. Alguns confrades da Indonésia não puderam viajar devido à situação no Médio Oriente, e outros da Província dos Camarões e do Congo foram bloqueados por questões administrativas. Pensamos muito neles. Naturalmente, todos os religiosos do Distrito do Equador e uma importante delegação de leigos estarão presentes.

Para quem não puder fazer a viagem, como poderá acompanhar o Jubileu?

Praticamente a totalidade do encontro será transmitida através da web e das redes sociais. As conferências, o encontro de jovens e a vigília estarão acessíveis na página oficial da Congregação (Dehonians) e na do Equador (Dehonianos EC).

Para concluir, que mensagem gostaria de dirigir a toda a Congregação que tem agora os olhos postos no Equador?

Em primeiro lugar, que este encontro nos ajude a renovar a nossa vocação dehoniana e o nosso carisma. Em segundo lugar, que fortaleça o nosso impulso missionário. Por fim, recordo que o Equador continua a ser um país de missão: o nosso Distrito precisa de religiosos dehonianos criativos e disponíveis para trabalhar aqui, bem como na Colômbia.

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