“Sem a graça de Deus eu não poderia realizar nada”
Dom Ronilton Souza de Araújo, antigo Provincial da Província SCJ do Brasil Central (BSP) e atualmente bispo da Diocese de São Raimundo Nonato, no Brasil, compartilhou conosco sua experiência pessoal e suas motivações profundas em seu ministério episcopal.
Palavras de Dom Ronilton, SCJ
Eu sou Dom Ronilton Souza de Araújo, bispo da Diocese de São Raimundo Nonato, no Estado do Piauí, no Nordeste do Brasil. Faz agora dois anos e nove meses que sou bispo; ainda sou um jovem bispo, estou aprendendo a ser bispo.
Uma experiência alegre na graça de Deus
Recentemente, compartilhei com meus colegas e confrades bispos SCJ um pouco da minha vida, da minha vocação e da minha missão. E me sinto feliz, encorajado, cheio de esperança, apesar dos grandes desafios que enfrentamos neste ministério, e creio verdadeiramente que tudo isso é graça de Deus. É, inclusive, o que eu havia escrito na carta dirigida ao Santo Padre, o Papa Francisco, na época, dizendo precisamente que sem a graça de Deus eu não poderia realizar nada. Isso me motiva a cada dia, ainda mais porque há realmente muito trabalho, muito serviço.
A união com Cristo como força
E como fazer para superar essas dificuldades? Aprendi em nossa Congregação a permanecer unidos a Ele: «Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Sem mim, nada podeis fazer». É isso que procuro viver a cada dia pela força da oração, pela meditação da Palavra de Deus e pela Eucaristia diária. Mesmo quando não tenho compromissos externos, me esforço para celebrar a Eucaristia todos os dias e ter um tempo pessoal de adoração. No momento, moro sozinho na residência episcopal, e a oração é para mim a âncora que me sustenta em minha busca, em minhas respostas, mas também na força e na luz necessárias para continuar a caminhada.
O principal desafio
Há também algo em que acredito muito e tive a oportunidade de compartilhar com nossos bispos, com os padres e também com o governo geral reunidos: o desafio de fazer acontecer, por exemplo, uma obra de reparação. Inclusive, usei a palavra «restauração»: trata-se de uma restauração do nosso presbitério. Sinto que Deus me chamou para esta missão porque em todos os lugares há necessidade de reparação. É verdade, ela é necessária em toda parte, mas entre os padres talvez ainda mais. Por isso, procuro trazer minha experiência e minha intimidade com Cristo, porque acredito profundamente neste projeto, neste processo de restauração de relações mais humanas, mais cheias de amor e de perdão. E sem o encontro com Cristo, isso é impossível.
Esta é a minha mensagem. Continuem a rezar por todos nós. E que Deus abençoe a cada um de vocês.


