O seminário anual de formação da Região SCJ das Filipinas
A Região SCJ das Filipinas realizou o seu seminário anual de formação para todos os seus membros de 20 a 22 de outubro de 2026, no Centro Dehoniano de Espiritualidade do Sagrado Coração.
Este seminário, centrado na formação permanente dos religiosos e sacerdotes através da espiritualidade do Coração de Cristo, da doação de si por amor, da fraternidade e da missão, foi assessorado pelo Pe. Vien Nguyen, SCJ, Superior Provincial da Província dos Estados Unidos. As partilhas exploraram o Sagrado Coração, a Cruz e os conselhos evangélicos, o ministério dehoniano, a vida comunitária, bem como o tríplice múnus de Cristo como profeta, sacerdote e pastor. Destacou-se que a vida religiosa é um caminho contínuo de conversão que dura a vida inteira. Ser formado pelo Coração de Cristo implica permitir que o seu amor transforme a nossa identidade, cure as nossas relações e molde o nosso serviço aos outros.
Comunidades dehonianas como lugares de cura e comunhão
O seminário insistiu também na promoção das comunidades dehonianas como lugares de cura e comunhão. Isto exige dos membros muita compaixão, honestidade, sentido de responsabilidade, confiança, limites saudáveis e perdão. Isto pode desdobrar-se em três pontos principais:
- A oblação e a reparação dehonianas são respostas de amor ao Pai
O primeiro ponto é que a oblação e a reparação dehonianas são respostas de amor ao Pai, acolhidas através do Coração trespassado de Jesus. Jesus mostrou-nos como viver: amando a Deus de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, de todo o nosso entendimento e com todas as nossas forças, e amando o próximo como a nós mesmos (Mt 22, 37–39). A nossa vocação deve ser a expressão mais profunda deste amor. Como religiosos, vivemo-lo através dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. - A vida comunitária: Força e fraqueza
A vida comunitária pode ser a nossa força, mas também pode tornar-se a nossa fraqueza. As nossas diferenças podem, por vezes, constituir um obstáculo a relações profundas. Através dos diálogos, pôde-se constatar que esta realidade comunitária diz respeito a todos os religiosos. Por essa razão, cada membro da comunidade assumiu o desafio de procurar reconhecer os seus confrades e respeitá-los como pessoas, e não numa perspectiva utilitarista.O nosso desafio consiste em fazer das nossas comunidades centros de cura e de comunhão, onde possamos crescer na nossa vocação e tornar-nos mais eficazes no nosso ministério. - A vida religiosa como percurso formativo
Outro ensinamento importante a reter deste seminário de formação é que a vida religiosa é um percurso de formação que dura toda a vida. A formação não termina quando nos tornamos irmãos ou sacerdotes; prossegue ao longo de toda a nossa existência. Continuamos a aprender através das nossas relações, do nosso ministério e da nossa missão. Sendo as provações inevitáveis neste caminho, podemos ter sempre a certeza da presença do Senhor (Is 41, 10). Apesar das dificuldades, é possível viver em comunhão uns com os outros e encarnar a nossa espiritualidade dehoniana do Sint Unum.
Para concluir, o Pe. Vien recordou que o nosso ministério não deve substituir a nossa relação com Cristo; deve, antes,brotar dela. Nunca devemos esquecer a fonte da nossa vocação. Somos chamados a aprofundar a nossa relação com Cristo através da oração, particularmente na celebração eucarística e na adoração.








